Calma, não fiquei ryca de uma hora pra outra… mas sou phyna do mesmo jeito!
Todo dia, vejo esse grafite dos (meus amados, adorados, salve salve) Gêmeos no viaduto ao lado do Banco Central. Ficava pensado: nossa… quero um desses na minha sala. “Todo dia, ela faz tudo sempre igual…” Quero um desse na minha sala!!! Só que uma tela deles custa, por baixo, uns 60 mil. Valer, vale! O problema é que não tenho esse graninha disponível no momento. Sabe como é, né?! Até que um dia, pensei: Fala sério. Isso está na rua, vou fotografar!!!

Essa foto foi clicada há uns 20 minutos. Quando fui colocar aqui percebi que foi muito de longe, o foco está péssimo… tudo de ruim. Vou tirar outras, mas agora tenho pelo menos um registrozinho. Vai que algum energúmeno me inventa de grafitar por cima, né?!
Vou tirar uma foto decente e emoldurar. Terei um “Gêmeos” “autêntico” na minha sala. Esse post, me fez relembrar as minhas aulas de jornalismo com textos de Walter Benjamin como “A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica”. Como representante autêntica da geração Y, já superei esse debate e acho fotografia arte. Tá, tudo bem, tem aquele papo da aura da obra original. Sei que não é blá, blá, blá porque chorei no meio do Museu D’Orsay quando vi o primeiro autorretrato do Van Gogh (aquele com o fundo turquesa: foi a minha maior experiência de “arrebatamento” pela arte até hoje). E já tinha visto várias vezes esse quadro nos livros de arte. Até poder ir à Paris, me contentei com os livros. Agora, me contentarei com a minha foto!
O lance é que terei um Gêmeos na minha sala! Se vc é paulistano, morro de inveja… Pode ter vários e bem mais legais que este!!! Se vc é carioca, tem trem com grafite deles. Se vc mora em Londres, cortarei meus pulsos se comentar esse post!!! Vá para a rua agora e me mande fotos (de qualidade, plis!) do trabalho do Banksy!!!! Se vc não sabe quem é esse, o google te apresentará um dos melhores artistas do nosso tempo. Ele ao lado dos Gêmeos e outros grafiteiros estão fazendo história. E não é uma história qualquer… mas – podemos apostar! – será tão importante como os anos 60, a semana de arte moderna de 22 e outros marcos.
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